sexta-feira, 20 de julho de 2012

Amparadores



Eu gosto da sensação de cair sabe(?), fechar os olhos e esperar pelo impacto –ou pelo amparo. Isso, vou falar de amparos, em meio a tanto cacos de clichês (bem como eu), resolvi falar de amizades em meio a quedas, impactos e amparos (e repetições). Se medo (com muito) de cair em um daqueles clichês terríveis, eu vou dizer que eu gosto das amizades que amparam, mas eu não trocaria jamais por uma de queda livre, pelo impacto, segura minha mão, cola teu corpo no meu e vamos cair, vamos nos impactar (destruir) no chão, eu no chão, você no chão, eu em você, você em mim, vamos nos impactar, nos destruir e reconstruir, trocar partes, nos desconstruir, gosto de não poder estender a mão porque já perdi a mão no impacto da queda, que caí com você e cairia por você, não tenho medo de deixar meu amor a amizade soar piegas. Sou um perito em reconstruções, mesmo que eu esteja em ruínas, reconstruo –sabe: “Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui.”, eu vou mesmo, e espero que, os poucos que permito, venham também, que trajem suas roupas especiais para dia de pintura, porque ninguém sairá ileso(!), eu não saio ileso de mim. Eu estou preparado para me sujar, te sujar, me deixar sujar, nos sujar. Eu estou preparado para ser amigo, acho que essa é uma das minhas maiores missões, mesmo não acreditando em missões. Um texto para falar de amizade e eu falo de mim, mas é isso, vocês, os verdadeiros amigos, me compõem, me fazem, me constroem, me destroem, e é tudo isso que eu queria agradecer e pedir para continuar até depois da cortina fechar. Ah, vale lembrar que eu estou sempre pronto para aplaudir.

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