segunda-feira, 13 de setembro de 2010

À você, Eu.

Acho que para me encontrar com mais freqüencia, devo falar comigo mesmo mais vezes. Então a partir de hoje, escreverei cartas a mim mesmo aqui, tentarei escrever diariamente, e eu chamarei essa sessão do blog de: À você, eu.

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Olá, para começar farei um breve resumo de tudo que vivi até hoje, afinal, é a primeira certo?

Vivi pouco, com medo de viver muito. Quis viver muito, mas o medo de viver muito pouco me tornou estranho. Não medo de morrer, não sei, enfim, vivi aos poucos, eu ainda estou nas bordas, a caminho do centro do furacão, agora, só agora, que me libertei das amarras da privação do poderia...

Chorei pelo o que não tenho mais...

Senti o vazio de algo que nunca me preencheu, sinto falta da minha Vó Maria, sinto que poderiamos ter sido, e não fomos, ela poderia estar aqui comigo hoje, eu gostaria. Aprendi a superar a dor da falta que sinto do meu Avô Neneco. Apesar de meu ateísmo, eu, eu nada, eu nunca os verei, nem os escutarei, ou mesmo os reencontrarei, dói pensar em como a morte é definitiva. Meu amor, aos frios corpos memoriados que habitam meu passado.

Ateísmo, outro ponto, que sempre esteve aqui em sua ausência, agora a ausência do Deus me completa, estranho, isolar algo que nunca poderia ter é bom me completa, sou um ser das ciências, invejo os quais tem fé suficiente para... "Creio naquilo que entendo, mas nem tudo que creio entendo.". A citação é algo assim, do Augostinho, em suma, tenho inveja de quem tem força para ter fé, eu sou fraco, prefiro viver por mim mesmo, sem crer em um ser maior ou superior, nunca existente...

As idéis convergem cada vez mais entre mim e o mundo, ao menos o mundo em que vivo, pareço ser um ser colocado num nixo o qual não pertenço, mas descobri que ninguém pertence a lugar algum, somos todos estranhos ao outro, então sou estranhamente normal...

Gostaria de dizer mais améns ao que ouço, que meu sangue me pulsasse menos, me fazendo menos passional paraguaino, conseguindo ingulir mais sapos, vindo de PÃI, mãe, PAI, amigos, PAI, professores, PAI, PAI e PAi...

Eu ando escrevendo muito, um livro quem sabe, tenho sonhos grandes...

Na minha vida entraram e sairam pessoas que me marcaram, bem ou mau, tirando a demagogia familiar, eu posso falar 4 ou 5 nomes que realmente marcaram-me: Kamilla, Victória, Clara, Txai, e mais alguém que eu sei que sua marca foi deixada, mas que a mente pertubada preferiu apaga-la, eu lembrarei um dia quem me fez essa cicatriz, ai quem sabe ela pare de ser tão latente.

Eu não sei mais muito o que falar, me deprecio ao ver que minha vida resume-se tão sucintamente, mas estou disposto a aplicar nela toda a intensidade que trago em minhas veias, para deixa-la repleta de "coisas".

Closed

Até amanhã talvez.

6 comentários:

  1. Fiz uma leitura de teus posts. Achei-os interessante.

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  2. sinto me mais do que orgulhosa por você ter dito que acaso afortunado foi uma inspiração para esse belíssimo texto! está de fato muito, mas muito mesmo bom.

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  3. AHHH! Faltou eu!!!


    Até aquele episódio fatídico foi citado...

    E eu não...

    mas mesmo assim eu te perdôo, pois vc é a minha alma gêmea!
    kkk


    Muito bom esse texto! Assim como todos os outros.

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  4. Ah Rafa... Vc andava off na minha vida, mas você sabe que eu não preciso nem mesmo dizer para saberes que penso em você: EVERYDAY !

    Episódio fatídico ?!

    boiei

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"Gentileza gera gentileza." - Profeta Gentileza.