quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Efêmero


­­­­­Olhar para cima, perder a visão em um vórtice maldito, não mais consigo ver um final, isso é tão angustiante, não ter ponto de chegada... Não sei, acho que cansei de mim, cansei da minha fluabilidade... Cansei de ser eu, quero ser você um pouco, posso? Sabe, porque eu sou muito assim, eu vou indo, bem como o vento, me deixo levar, eu vou, para onde? Não sei, só sei que vou, para frente? Para trás? Um passeio pelo passado que faz falta no próximo segundo... Sinto falta do que sou, aliás, era, acho que não sou mais, mas agora, amargo o mudo gosto de ser eu, é isso, eu estou amargando a existência de não poder ser você, ele e eles, essa coisa chata de ser eu.... Massivo demais, continuo repetindo, posso ser você? Só pelo tempo de um instante? Mesmo, cansado de mim, ainda aprecio algo e mim, ser esse ser efêmero que construí ao longo dos anos, ser essa sensação boa de não ser mais. Bem como a efêmera, ser alado que não vive mais que trinta minutos quando pronta, sou assim, quando pronto, acabo, fino, mudo. Mas mesmo com todo esse jeito efêmero de não ser que tenho, me canso, como quem acorda sendo a mesma pessoa que foi dormir. Mas quer saber, durma logo antes que você morra, porque amanhã, sou outro, tchau.

6 comentários:

  1. Marcelle Guimarães7 de setembro de 2011 00:52

    Amei isso, você é demais, sempre!!!!

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  2. Lindooooo, sou sempre sua fã Número um... Tia Zia te ama e te admira muito... Mil beijoks!!!!

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  3. Bem profundo, expressa um cansaço do cotidiano e um sentimento de mudança. Parabéns pelo conto muito bem escrito. Beijos, Lucas.

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  4. Tia Zia, Tia Leila, Julia... Muito obrigado, obrigado mesmo... Sabe, é esse tipo de coisa, que quando leio me dá vontade de continuar a escrever (:

    Obrigado, de novo...

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"Gentileza gera gentileza." - Profeta Gentileza.